Privacidade

O que a gente guarda, e por quê.

Em português, sem parágrafo de advogado. Se ficar dúvida, chama no WhatsApp que a gente explica.

Quem é quem

A empresa de turismo ou de transporte que assina o FluxoBus é quem decide o que coletar dos passageiros e clientes dela e para quê. Nós fornecemos o sistema e guardamos esses dados por conta dela, seguindo o que ela pede. Na linguagem da LGPD: ela é a controladora, nós somos o operador. A empresa que começa a usar o FluxoBus aceita o contrato e esta política antes de usar o sistema, inclusive no teste grátis.

Que dados existem no sistema

Da equipe (quem usa o sistema)nome, e-mail, papel e senha guardada embaralhada
Do passageironome, poltrona, embarque e o que pagou; documento e telefone quando a empresa preenche; no pacote, também data de nascimento e o responsável pela criança
Do cliente da agêncianome, telefone, documentos (RG, CPF, passaporte, certidão de nascimento), data de nascimento e as viagens e pacotes de que participou
Da hospedagemhotel, quarto e quem divide o quarto, para a lista de hóspedes
Do fornecedornome, documento, telefone e dados de pagamento, quando é pessoa física (guia local, por exemplo)
Da encomendaremetente, destinatário, o volume e a foto dele
Da avaliação da viagemnotas de 1 a 5 e uma sugestão opcional, sem nome nem telefone (veja Avaliação da viagem)
De pagamentoparcelas e comprovantes anexados pela equipe, que costumam trazer nome e CPF
Do usoregistro de quem lançou, cancelou e conferiu cada coisa
De acessode qual endereço de internet (IP) e em que horário cada conta entrou, guardado 6 meses, como manda o Marco Civil da Internet

Não pedimos dado de cartão, não fazemos rastreamento de navegação e não colocamos nenhum pixel de publicidade neste site. Custos e lucro da empresa também ficam no sistema, sob sigilo, mas são números do negócio, não dado pessoal.

Quem enxerga o quê

Dentro do sistema, o acesso é limitado por papel: o vendedor vê as vendas dele, e o telefone do passageiro só aparece para quem fez aquela venda e para o administrador. O documento do passageiro aparece para quem fez aquela venda e para a gestão (administrador e gerente): um vendedor não vê o documento de passageiro que ele não vendeu. Quem confere o embarque na porta vê nome, poltrona e o que falta pagar, e não vê documento nem telefone de venda que não é dele. A base de clientes e os comprovantes seguem a mesma lógica: cada papel vê o que precisa para trabalhar. Uma empresa cliente nunca enxerga o dado de outra.

Para quem o dado vai

Nós usamos a Cloudflare para rodar o sistema e guardar os dados, e um serviço de e-mail só para mandar código de acesso e cópia do contrato a quem é da equipe. Lista de hóspedes, voucher, extrato e lembrete são gerados pelo sistema, mas quem decide para quem mandar é a empresa: o hotel, o guia, o fornecedor, o próprio cliente. O lembrete por WhatsApp abre o WhatsApp do aparelho de quem está usando, com a mensagem pronta. O que a equipe imprime pelo aplicativo Android vai do celular para a impressora que ela escolheu, Wi-Fi ou térmica Bluetooth, e o mesmo vale para o PDF salvo ou compartilhado: dali em diante o papel e o arquivo ficam com a empresa. Não vendemos dado a ninguém.

Onde fica e por quanto tempo

Os dados ficam em servidor gerenciado na Cloudflare, com backup nosso, enquanto a empresa for cliente. Ao encerrar, entregamos tudo a ela em arquivo de planilha e apagamos o que fica conosco em 60 dias, e dos backups em até 90 dias.

Mesmo com a empresa ativa, o sistema apaga sozinho, todo dia, o que deixou de ter motivo para existir:

  • Passageiro de excursão (empresa que usa o módulo de excursão, ou passageiro com parcela lançada): ele conta como participante de pacote. Telefone e observações saem 12 meses depois da volta da viagem ou do vencimento da última parcela dele, o que for mais tarde. Nome, documentos e data de nascimento saem 5 anos contados de 1º de janeiro do ano seguinte a essa data.
  • Passageiro das demais viagens: telefone e observações 12 meses depois da viagem, nome e documento 5 anos depois.
  • Cliente da agência: telefone 12 meses depois da última viagem, do vencimento da última parcela ou do cadastro, o que for mais tarde. Nome, documentos e data de nascimento 5 anos contados de 1º de janeiro do ano seguinte a essa data.
  • Fornecedor pessoa física: os dados pessoais saem 5 anos contados de 1º de janeiro do ano seguinte ao último serviço lançado para ele.
  • Comprovantes e fotos de volume saem aos 12 meses, o registro de uso aos 12 meses e o registro de acesso aos 6 meses.

Fica só o registro financeiro (poltrona, quarto, valor, pago, parcelas), sem nome. Cinco anos porque é o prazo em que a empresa ainda pode ser cobrada por um cliente ou pelo Fisco. A empresa pode apagar antes, a qualquer momento, pelo próprio sistema.

Os dados saem do Brasil

Precisa estar escrito, porque é verdade: a infraestrutura da Cloudflare que guarda o banco do FluxoBus fica hoje na América do Norte. Não existe região da Cloudflare no Brasil para esse tipo de banco, então essa é uma transferência internacional de dados, na forma do art. 33 da LGPD, e a empresa cliente declara ciência dela no contrato. A proteção não muda por causa disso: o dado continua cifrado em trânsito, com as mesmas regras de acesso e os mesmos prazos de exclusão descritos acima.

Criança e adolescente

Criança e adolescente viajam, e a agência pode lançar nome, data de nascimento, documento e responsável de cada um. Esse dado é tratado no melhor interesse deles (art. 14 da LGPD), só para a viagem e a hospedagem. A agência escolhe a base legal e confere a autorização de viagem e de hospedagem que a lei exige para menor.

Avaliação da viagem

A empresa de turismo pode mandar aos passageiros de uma excursão ou de um bate-volta um link para avaliar a viagem: notas de 1 a 5 para ônibus, motorista, hotel, passeios e atendimento, e uma sugestão escrita, se a pessoa quiser. Responder é opcional. Aqui vale o mesmo do resto do sistema: a empresa é a controladora, nós somos o operador.

Para confirmar que você estava na viagem, a página pede o número da sua poltrona e os 4 últimos números do telefone que a empresa tem no seu cadastro. O sistema compara com a lista de passageiros daquela viagem e não guarda esses números junto com a sua resposta.

O que fica da resposta: as notas, a sugestão (se houver) e o dia em que ela chegou, sem horário. Não guardamos junto com a resposta o seu nome, telefone, poltrona ou endereço de internet (IP). A empresa só vê o resultado de uma viagem depois de pelo menos 3 respostas, e ele é atualizado de 3 em 3, para dificultar adivinhar quem respondeu.

Isso não é anonimato absoluto. A empresa tem o cadastro dos passageiros da viagem. E a Fluxo Multi, que opera tecnicamente o FluxoBus com acesso ao banco de dados e à chave do sistema, poderia em tese cruzar a marca de "já respondeu" (abaixo) com a resposta. O FluxoBus não faz esse cruzamento.

O que fica para o sistema funcionar:

  • Uma marca de "já respondeu", para o mesmo passageiro não responder duas vezes. É um código embaralhado, sem data, sem hora e sem ligação com a resposta. Fica enquanto a viagem existir no sistema.
  • Um freio contra tentativas em massa: um código embaralhado do endereço de internet, que muda todo dia, e a contagem de tentativas por hora. É apagado na limpeza diária do sistema.
  • A contagem de erros por número de poltrona, para travar quem tenta adivinhar. Cada nova trava da mesma poltrona dura o dobro da anterior (30 minutos, 1 hora, 2 horas...), até no máximo 24 horas. Sai quando a pessoa acerta, ou em até 3 dias depois do último erro.

Cuidado com a sugestão. Ela é texto livre, de até 500 letras, e chega à empresa exatamente como foi escrita. Se você puser ali o seu nome, o seu telefone ou falar de outra pessoa, isso vira dado pessoal e a empresa vai ler. Por isso, não escreva dados pessoais seus nem de outras pessoas.

Por quanto tempo: o texto das sugestões é apagado sozinho 2 anos depois da resposta, e das cópias de segurança em até 90 dias depois disso. As notas, que são números guardados sem nome, continuam. O administrador e o gerente da empresa podem apagar antes o texto de qualquer sugestão.

Base legal. Quem escolhe a base legal é a empresa, como controladora. A avaliação foi feita para caber no legítimo interesse dela em ouvir o passageiro e melhorar o serviço (art. 7º, IX, e art. 10 da LGPD): é opcional, usa só o mínimo necessário para confirmar que você viajou e não foi feita para identificar quem respondeu.

Seus direitos aqui. Como a resposta é guardada sem o seu nome, a empresa não tem como achar "a sua" avaliação procurando pelo seu cadastro. Se você escreveu algo na sugestão e quer que saia, fale com a empresa da viagem dizendo um trecho do texto: ela apaga pelo próprio sistema.

A Cloudflare, que roda o sistema, pode registrar dados técnicos de cada conexão, como o endereço de internet, pelo prazo que ela define, para a segurança e o funcionamento da rede. Esse registro fica na infraestrutura dela, fora do banco do FluxoBus, e não fica junto com a sua resposta.

Direitos de quem viajou

Se você foi passageiro ou é cliente de uma agência que usa o FluxoBus e quer saber quais dados seus existem, receber uma cópia, corrigir ou pedir exclusão, fale primeiro com a empresa de turismo com quem você comprou, porque é ela quem decide sobre esses dados. O sistema dá a ela as ferramentas para ver, corrigir, exportar e apagar o seu cadastro. Se preferir falar com a gente, encaminhamos o pedido a ela e ajudamos no que for técnico.

Segurança

Senha nunca é guardada legível: nem nós conseguimos ver a senha de alguém. Cada empresa tem chaves próprias para os comprovantes com QR, e todo acesso ao sistema passa por sessão que expira. Se algum incidente afetar dados, avisamos as empresas afetadas em até 1 dia útil de quando soubermos.

Falar sobre privacidade

Este é o canal oficial para assuntos de dados pessoais: WhatsApp (75) 99849-3611, dizendo que o assunto é privacidade. Esse tipo de pedido é tratado separado do suporte do dia a dia.

O FluxoBus é operado por 68.192.317 DOUGLAS SOUZA SILVA, CNPJ 68.192.317/0001-00, Cansanção/BA. Encarregado pelo tratamento de dados pessoais: Douglas Souza Silva, titular da empresa, pelo canal acima ou pelo e-mail fluxomulti@gmail.com. Como operadora, a empresa não é obrigada a indicar encarregado (Resolução CD/ANPD nº 18/2024, art. 6º). Indicamos assim mesmo, porque o FluxoBus guarda dado de criança e documento de identidade.

Versão 2.2 desta política, atualizada em 1º de novembro de 2026 (entrou a avaliação da viagem). A versão completa é a que a empresa cliente aceita junto com o contrato.